Espaço para postar opiniões e dicas sobre música, cinema, quadrinhos... enfim, cultura Pop!
sexta-feira, agosto 10, 2012
quinta-feira, agosto 09, 2012
Snoopy oferecendo o que pedem...
(Charlie Brown): Qual é o problema com você?
(Charlie Brown): Outros cachorros ficam pulando para cima e para baixo quando os seus donos chegam da escola...
(Charlie Brown): ...
(Charlie Brown): Esse é o saltar para cima e para baixo mais sarcástico que eu já vi!
(Charlie Brown): Outros cachorros ficam pulando para cima e para baixo quando os seus donos chegam da escola...
(Charlie Brown): ...
(Charlie Brown): Esse é o saltar para cima e para baixo mais sarcástico que eu já vi!
quarta-feira, agosto 08, 2012
Blog novo!
E não há de ver que decidi criar blog novo?
Pois é, aqui vou continuar postando sobre cultura pop em geral: quadrinhos, música, filmes! E para o novo blog (esfarelado.com) vou procurar desenvolver um pouco mais crônicas, refletir um pouco sobre essa experiência que é estar vivo, ter que tomar decisões mesmo vivendo em dúvidas.
Vamos ver quanto tempo as teias de aranha precisarão para se acumular.
Pois é, aqui vou continuar postando sobre cultura pop em geral: quadrinhos, música, filmes! E para o novo blog (esfarelado.com) vou procurar desenvolver um pouco mais crônicas, refletir um pouco sobre essa experiência que é estar vivo, ter que tomar decisões mesmo vivendo em dúvidas.
Vamos ver quanto tempo as teias de aranha precisarão para se acumular.
Dilbert e o esforço não reconhecido daquilo que não vemos
(Chefe): Eu briguei com o meu superior para conseguir um aumento para você mas eu perdi.
(Chefe): Eu estou sempre lutando por você por trás das cortinas.
(Alice): Você é um excelente chefe sempre que não se há testemunhas confiáveis.
(Chefe): Obrigado.
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Essa tirinha, como tantas outras que tenho publicado, além de divertida contém uma vontade subliminar muito mais profunda. Não é apenas no ambiente de trabalho que sentimos que, por vezes, palavras não condizem com ações ou, ainda mais relacionado com o tema da tirinha, notamos que os comportamentos são absolutamente diferentes quando a pessoa se sente não observada, sem a presença de testemunahas confiáveis.
terça-feira, agosto 07, 2012
Reflexões sobre uma manhã triste
Dia desses acordei e ouvi a seguinte pergunta em minha sonolenta cabeça: "Você está bem ai, não é mesmo?".
Em minha cabeça estar bem não é mal. Mas a frase soou quase que em um tom acusatório.
Mas, mudando um pouco de assunto, o que levam duas pessoas, no mundo de hoje, a ficarem juntas? É claro que a motivação para tanto não pode ser o fato de uma delas estar mal e nem o fato de a outra estar bem... isso seriam motivos não muito honestos para unir forças. Mas acontece.
Imaginem uma pessoa, adulta, dona de seu nariz, independente, profissionalmente estabelecida e com situação financeira estável. Além disso, mantém uma boa rede de amigos, uma vida social ativa e uma vida amorosa saudável, mas que não seja casada. O que falta a essa pessoa para que ela decida juntar as escovas de dentes com sua companheira(o)? E por que ela deveria fazer isso?
Na minha opinião, a explicação para alguém se casar (no sentido de passar a morar junto com seu companheiro e com ele dividir a experiência de viver) passa por um lado pelo desejo do permanente, do duradouro e, por outro, pelo conceito de família. É difícil pensar em filhos se não for para vê-los crescer, participar de cada pequeno momento desse crescimento e prepará-lo para a vida adulta da melhor maneira que formos capazes de fazer. Esse processo todo dura pelo menos 17 anos ou, principalmente nos dias de hoje, muito mais do que isso. E ainda que ter filhos não esteja nos planos do casal, apenas ter uma família para chamar de sua já é motivador o suficiente.
A explicação para alguém querer se casar passa também pelo amor. Ao menos nos países ocidentais, os casamentos tradicionais e arranjados entre as famílias são coisas do passado e hoje em dia casa-se quando assim deseja-se. Há ainda as exceções dos casamentos forçados por uma gravidez imprevista. O que ironicamente leva ao mesmo motivo que apresentei anteriormente, o de ter uma família, mas de uma maneira torta.
Amor e desejo de construir família não são, contudo, suficientes e nem necessários para que um casamento funcione. Explico. Há casamentos sem amor que funcionam, já que há respeito entre o casal e a relação é azeitada, sendo mais dinâmica, simples e até prazerosa para os dois viverem juntos do que seria separados. Claro que o significado exato do verbo "funcionar" na frase anterior pode ser questionado, visto que para muitos o "funcionar", neste contexto, deve passar pela existência do amor. Contudo, há também relacionamentos em que as duas pessoas se amam e até querem ficar juntas, mas que a rotina e as diferenças de personalidade podem fazer com que a vida a dois fique longe do conceito de paraíso.
A pergunta permanece. Por que duas pessoas deveriam ficar juntas para o resto das suas vidas? Essa escolha fecha tantas possibilidades quanto abre outras e como decidir qual dos dois caminhos é o melhor para se seguir?
Não tenho resposta para uma pergunta tão difícil mas o meu ponto aqui não é respondê-la. Minha vontade é apenas a de pontuar o quão complexo algo tão simples pode parecer e afirmar poucas coisas que julgo saber a respeito. (1) Esse tipo de decisão deve ser tomado quando estivermos bem com a gente mesmo. Só assim seremos honestos conosco quanto aos reais motivos de estarmos decidindo o que quer que seja e (2) por mais que racionalizar, pensar, entender, pesar cada pequeno detalhe sejam processos de extrema importância em busca do auto-conhecimento, esse tipo de decisão não é lógico. Devemos deixar a intuição, a nossa vontade nem sempre manifestada agir e ter um peso. Só assim não correremos o risco de vivermos absolutamente coerentes, mas manchados por arrependimentos e amarguras.
Um outro ponto é que eu começo a achar que os conceitos para os quais damos nomes, tal como amor e respeito pelo próximo, não querem, no fundo, dizer muita coisa, já que cada um interpreta essas palavras da maneira que julga melhor. É fácil dizer e ouvir "eu te amo" ou "eu sempre procurei te respeitar", mas o que isso quer realmente dizer?
Em minha cabeça estar bem não é mal. Mas a frase soou quase que em um tom acusatório.
Mas, mudando um pouco de assunto, o que levam duas pessoas, no mundo de hoje, a ficarem juntas? É claro que a motivação para tanto não pode ser o fato de uma delas estar mal e nem o fato de a outra estar bem... isso seriam motivos não muito honestos para unir forças. Mas acontece.
Imaginem uma pessoa, adulta, dona de seu nariz, independente, profissionalmente estabelecida e com situação financeira estável. Além disso, mantém uma boa rede de amigos, uma vida social ativa e uma vida amorosa saudável, mas que não seja casada. O que falta a essa pessoa para que ela decida juntar as escovas de dentes com sua companheira(o)? E por que ela deveria fazer isso?
Na minha opinião, a explicação para alguém se casar (no sentido de passar a morar junto com seu companheiro e com ele dividir a experiência de viver) passa por um lado pelo desejo do permanente, do duradouro e, por outro, pelo conceito de família. É difícil pensar em filhos se não for para vê-los crescer, participar de cada pequeno momento desse crescimento e prepará-lo para a vida adulta da melhor maneira que formos capazes de fazer. Esse processo todo dura pelo menos 17 anos ou, principalmente nos dias de hoje, muito mais do que isso. E ainda que ter filhos não esteja nos planos do casal, apenas ter uma família para chamar de sua já é motivador o suficiente.
A explicação para alguém querer se casar passa também pelo amor. Ao menos nos países ocidentais, os casamentos tradicionais e arranjados entre as famílias são coisas do passado e hoje em dia casa-se quando assim deseja-se. Há ainda as exceções dos casamentos forçados por uma gravidez imprevista. O que ironicamente leva ao mesmo motivo que apresentei anteriormente, o de ter uma família, mas de uma maneira torta.
Amor e desejo de construir família não são, contudo, suficientes e nem necessários para que um casamento funcione. Explico. Há casamentos sem amor que funcionam, já que há respeito entre o casal e a relação é azeitada, sendo mais dinâmica, simples e até prazerosa para os dois viverem juntos do que seria separados. Claro que o significado exato do verbo "funcionar" na frase anterior pode ser questionado, visto que para muitos o "funcionar", neste contexto, deve passar pela existência do amor. Contudo, há também relacionamentos em que as duas pessoas se amam e até querem ficar juntas, mas que a rotina e as diferenças de personalidade podem fazer com que a vida a dois fique longe do conceito de paraíso.
A pergunta permanece. Por que duas pessoas deveriam ficar juntas para o resto das suas vidas? Essa escolha fecha tantas possibilidades quanto abre outras e como decidir qual dos dois caminhos é o melhor para se seguir?
Não tenho resposta para uma pergunta tão difícil mas o meu ponto aqui não é respondê-la. Minha vontade é apenas a de pontuar o quão complexo algo tão simples pode parecer e afirmar poucas coisas que julgo saber a respeito. (1) Esse tipo de decisão deve ser tomado quando estivermos bem com a gente mesmo. Só assim seremos honestos conosco quanto aos reais motivos de estarmos decidindo o que quer que seja e (2) por mais que racionalizar, pensar, entender, pesar cada pequeno detalhe sejam processos de extrema importância em busca do auto-conhecimento, esse tipo de decisão não é lógico. Devemos deixar a intuição, a nossa vontade nem sempre manifestada agir e ter um peso. Só assim não correremos o risco de vivermos absolutamente coerentes, mas manchados por arrependimentos e amarguras.
Um outro ponto é que eu começo a achar que os conceitos para os quais damos nomes, tal como amor e respeito pelo próximo, não querem, no fundo, dizer muita coisa, já que cada um interpreta essas palavras da maneira que julga melhor. É fácil dizer e ouvir "eu te amo" ou "eu sempre procurei te respeitar", mas o que isso quer realmente dizer?
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